IstoÉ destaca a “força das pastoras” no Brasil
A revista IstoÉ desta semana destaca a força das pastoras na igreja brasileira.
Após ouvir várias mulheres em posição de liderança e compilar dados, veio a conclusão: quase metade do corpo pastoral é feminino.Mas infelizmente a bíblia não dá apoio a esta mudança cultural, pura verção de valores.
A inegável "força das pastoras" no Brasil
“Entendemos que a liderança da mulher é uma necessidade da igreja e vai muito além do título ou cargo que ela exerce. Temos pastoras consagradas no Brasil e ao redor do mundo”, explica Cristiane que é casada com Renato, pastor da IURD, com quem também divide a apresentação do programa “Escola do Amor”, da Rede Record.
Uma das mais antigas e conhecidas pastoras do Brasil é Sônia Hernandes, hoje bispa da Igreja Renascer em Cristo. Pregadora, cantora, autora e apresentadora de TV, ela abriu caminho para milhares de outras em várias denominações. “Sem o viés feminino que Sônia trouxe à igreja, por certo a denominação não teria tido tanto avanço como houve no Brasil”, explica Rogério Rodrigues da Silva, pesquisador da Universidade de Brasília.
Possivelmente a mais influente pastora dessa nova geração é Ana Paula Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, fundada pelo pai dela. Com sede em Belo Horizonte, 44,6% do corpo pastoral da Lagoinha é do sexo feminino. Aos 37, Ana Paula é uma das mais famosas cantoras do movimento gospel. Ela explica que estudou em um seminário para poder ser consagrada. “Algumas cantoras começaram a se destacar nos grupos de louvor e um dos desdobramentos disso foi o reconhecimento da capacidade que a mulher tem para exercer a função de liderança, inclusive em outras frentes”, conclui.
Inegavelmente, as mulheres conquistaram seu espaço mesmo nas denominações mais tradicionais. Entre os metodistas e os anglicanos elas ocupam aproximadamente 30% dos cargos de liderança na igreja. No mês passado, a Assembleia de Deus, maior denominação do Brasil, pela primeira vez permitiu que mulheres fossem consagradas evangelistas. Samuel Ferreira, um dos principais líderes da Assembleia admite: “Já não dá mais para negar a importância da mulher dentro das nossas igrejas. Eu não tenho o direito de negar a elas a prerrogativa de exercerem essa liderança.”
Segundo a IstoÉ, ainda é bem maior o contingente de religiosas escaladas para tarefas como limpar e ornamentar a igreja, cozinhar e assessorar pastores em visitas externas. Contudo, cresce o número de mulheres pregando em púlpitos, batizando, realizando casamentos e celebrando a ceia em muitos templos.
Sarah Sheeva é outro bom exemplo da influência das pastoras cantoras. Assim como Sônia Hernandes e Ana Paula Valadão, ela também se tornou conhecida primeiramente pela música. Filha da também pastora Baby do Brasil, dedicou 16 anos à denominação. Aos 40, mudou-se do Rio de Janeiro para Goiânia. Agora prefere ser uma pastora missionária e viajar pelo Brasil para pregar. Conhecida por realizar o “Culto das princesas” seu canal no YouTube já foi visto por mais de dois milhões de pessoas. “Pessoas ficam com um pé atrás quando chego. Pensam: ‘Mas é essa jovem que vai trazer a palavra, ministrar um congresso” Temos de nos esforçar duas vezes mais para ganhar a confiança”, explica.
Aos que questionam a ordenação delas, a pastora Simone Saiter, 40, da Igreja Viva Praia da Costa explica que a passagem de 1 Coríntios 14:34 não deveria mais ser usada como impeditivo. Para ela, o silêncio exigido naquela época era parte de um contexto cultural. Como os cristãos se reuniam em sinagogas, as mulheres não podiam se manifestar. Dois mil anos depois, a realidade é outra.
Veja alguns números apresentados pela revista ISTOÉ: